Othelo

de Gabriel Chamé Buendía

 

O espetáculo dá continuidade à proposta de Buendía de investigar o humor dos textos clássicos a partir da ótica do clown e da comédia física. De William Shakespeare, já montou Macbeth, Rei Lear, Muito barulho por nada, Trabalhos de amor perdidos e Os Fidalgos de Verona. Com Othelo, questiona o que se entende por negro, engano, traição, lealdade e vingança em seu país de origem, a Argentina.

Escrita em 1603 e encenada pela primeira vez em 1604, a história do mouro de Veneza nos chega através da linguagem do teatro gestual e físico, do clown e do burlesco, com total despojamento do realismo cotidiano. A encenação utiliza a multimídia, fazendo o espectador ver a ação em dois planos: na cena e na projeção, que revela intimidade com a estética cinematográfica e seus segredos, truques, confissões e medos.

Gabriel Chamé Buendía é formado pela Compañia Argentina de Mimo e discípulo de Étienne Decroux, em Paris. Fundador e ator de El Clu del Claun, fez várias turnês pela América Latina e Espanha. Desde 1990, trabalha, também, na Europa, ministrando cursos na Espanha, França e Alemanha, entre outros países.

 

Texto: William Shakespeare

Direção: Gabriel Chamé Buendía

Elenco: Hernán Franco, Julieta Carrera,

Martín López e Matias Bassi

Assistente: Maria Justina Grande

Cenografia: Jorge Pastorino

Luz: Jorge Pastorino

Figurino: Gabriel Chamé Buendía

Desenho musical: Sebastián Furman

Produção e Distribuição:

Gabriela Marsal y Leila Barenboim (Mika Project)

programação COMPLETA